9/3/2010
Trabalho em espaço confinado exige cuidados
Fonte: Revista Proteção Especial para Alpargatas
Em fevereiro, no município de Sorriso/MT, um auxiliar de carregamento de 22 anos caiu em um grande compartimento que armazenava grãos de soja. Os colegas de trabalho tentaram resgatá-lo, mas ele foi logo coberto pela soja e, quando o Corpo de Bombeiros retirou a vítima, já se encontrava sem vida.
Acidentes deste tipo e outros que ocorrem em locais confinados como serviços nas redes de água, esgoto, telefonia e construção civil são muito freqüentes no País. Pensando na segurança e na informação dos profissionais que atuam em locais confinados que a Fundacentro – entidade governamental que atua em pesquisa científica e tecnológica das condições dos ambientes de trabalho e ligada ao Ministério do Trabalho do Emprego – lançou em 24 de fevereiro a publicação “Espaços Confinados: Livreto do Trabalhador”.
Segundo a Norma Regulamentadora 33 sobre Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados, o trabalho deste tipo é aquele realizado em ambientes não projetados para ocupação humana que possuem ventilação insuficiente para remover contaminantes e em que não se tem controle da concentração de oxigênio. O livreto é uma ferramenta didática baseada na NR 33 e elaborada pelo diretor técnico Jófilo Moreira Lima Júnior e pelos pesquisadores Francisco Kulcsar Neto, José Possebon e Norma do Amaral. A publicação apresenta definições, aplicações, riscos, medidas de controle, responsabilidades das empresas, direitos e deveres dos trabalhadores.
De acordo com um dos pesquisadores, Francisco Kulcsar Neto, a falta de informação clara a respeito dos procedimentos, equipamentos e higiene é uma das principais causas de acidentes fatais nesses ambientes. “A entrada e o desenvolvimento de trabalhos em espaços confinados necessitam de inspeção para manutenção e autorização para atividade. Alguns trabalhadores ou pessoas entram de forma não autorizada para descansar ou dormir e acabam se acidentando”, disse Francisco em entrevista ao Portal Admite-se.
É de suma importância também o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar dedicada ao estudo das técnicas prevencionistas e de resgate às vítimas. "É muito comum, um trabalhador, vendo seu colega acidentado no interior do espaço confinado, entrar para resgatá-lo e se tornar mais uma vítima. Por isso, os trabalhadores têm que ser capacitados e autorizados para exercer a função”, afirma ainda o pesquisador. A cartilha está disponível para download no site da Fundacentro :http://www.fundacentro.gov.br/
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